Alex Bertoloti (ouvinte),
José Roberto (não ouvinte)
 

Objetivos Norteadores

O Ministério Efatá tem por objetivo realizar a integração dos surdos à Igreja.

Grupo Alvo

Membros surdos.

Atividades Sugeridas

• Realizar nos cultos a interpretação do que está sendo comunicado, através do uso de LIBRAS.
• Proporcionar a recepção de surdos-mudos recém-convertidos, apoiando o Ministério de Integração.
• Realizar palestras e cursos bíblicos para este público alvo.
• Auxiliar nas dúvidas que surjam com relação à Igreja
• Aproximar estes membros especiais dos Pastores e Líderes da Igreja, principalmente para aconselhamento e orações.
• Organizar com eles atividades e participações especiais nos cultos se possível
• Realizar dois cultos ao ano voltado para a igreja e para este público alvo.
• Apresentar ao Pastor quaisquer necessidades para este grupo que precisem ser supridas.

 

O ministério Efatá desenvolve um trabalho pioneiro com surdos na nossa denominação.

Surgiu como ministério da Igreja Metodista Wesleyana Central de Petrópolis em 1998 com os intérpretes: Aidê, Alex, Flávio, Juliana, Márcia, Márcio e os Surdos: Sueli, Pedro Paulo, Marco Antônio e William.

Nosso intuito é fazer com que os surdos cresçam espiritualmente e que evangelizem na sua própria comunidade.

O nome Efatá é proveniente do versículo 35 do capítulo 7 de Marcos passagem que Jesus se utiliza desta palavra para curar um surdo.

Justificando o Ministério com deficientes auditivos

Na antiguidade chinesa, os surdos eram lançados ao mar.

Os gauleses os sacrificavam aos deuses Teutates por ocasião da festa do Agário.

Em Esparta, os surdos eram jogados do alto dos rochedos e, em Atenas, eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos.

Os Gregos, como também os romanos, consideravam os surdos privados de toda possibilidade de desenvolvimento intelectual e moral.

Essa situação só iria se modificar com o código Justiniano (483-482 aC), quando começaram a distinguir os graus de deficiência auditiva; mas o que nascia surdo não poderia ser educado, sendo comparado aos idiotas, absolutamente incapaz para a prática de atos da vida jurídica.

Os homens, às vezes, tentam enquadrar o surdo na sociedade ouvinte, como se a função normal exigida fosse a linguagem falada.

Ele é obrigado a aprender a linguagem da sociedade que deseja que o surdo, pelo menos na aparência, demonstre ser ouvinte.

Observa-se, entretanto, que desde o começo da Bíblia, em Levítico 19.14, Deus ordena ao povo que tenha uma boa condutas também para com o surdo(veja também Ex. 4.11,12; Sl 38.13;Is 29.18,19; 35.5;Mt 11.5; Mc 7.31-37; 9.14-29;16.15).

Verifica-se que esse grupo existia desde o início da história da humanidade.

Provavelmente, já existia uma linguagem de sinais entre eles, uma vez que essa é a sua linguagem natural, que nasceu da necessidade de se comunicar.

Jesus resgatou toda a situação acima citada.

Ele amou os surdos incondicionalmente, aceitando-os como pessoas de elevada dignidade.

Jesus servia-lhes de tal forma que gastou tempo com eles, tratando-os de forma especial e diferenciada, até mesmo “tirou-os à parte de entre a multidão...”(Mc 7.33) para ministrar-lhes a cura.

Jesus deu o exemplo maior: tornou-se homem para falar do Amor de Deus, usou a linguagem dos homens (parábolas e histórias).

CONSUWEC

25/09/2011